A tecnologia da informação e comunicação tem acelerado as mudanças em diversas áreas, mas será que as riquezas geradas nesse novo mundo estão sendo compartilhadas? Vejo com muita esperança e reservas a criação dos robôs que criam e podem ser criativos, atualmente já temos máquinas como baristas, atendentes de banco e ajudantes de cozinha.

O futuro será aquele onde as máquinas e os softwares vão aprender habilidades que eram impensáveis até os tempos recentes, ou seja, os programas embutidos nas máquinas farão esse papel. A automação será cada vez mais guiada por computadores.

A inteligência artificial e as formas de impressão 3D e 4D estão mudando os processos de produção tradicionalmente empregadores de mão de obra menos qualificada. A discussão atual não é nova e está presente na academia desde o século XIX com a revolução industrial. A desigualdade de renda continua aumentando nos países mais desenvolvidos.

Uma recente pesquisa da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) concluiu que a disparidade na renda entre os mais ricos e mais pobres está a um nível elevado, com uma queda no poder aquisitivo principalmente entre aqueles que só possuem um diploma do ensino médio. 

Começam a emergir dicotomias, como os rápidos avanços da inteligência artificial influenciam as criações do emprego e salário. A formação e a educação serão necessárias para a existência de empregos bem remunerados, pois as habilidades tecnológicas estarão cada vez mais sofisticadas. 

Um novo mundo emerge em todas as áreas, um exemplo é a área de comunicação, com ferramentas e canais de difusão de massas através da internet, as TVs terão cada vez menos influência junto a sociedade. Estamos no meio de uma transformação econômica única na história. 

O autor Martin Ford em seu livro “Rise of the Robots” aborda exemplos do “futuro sem emprego”. Mas como utilizar o talento humano e a ambição das pessoas em prol da sociedade?

Um ponto importante para a academia, é o desenvolvimento de pesquisas para quantificar o efeito da tecnologia na criação de empregos, segundo alguns autores, nos dias atuais é impossível prever com precisão os efeitos dos avanços. Uma profissão que deve continuar em expansão é a de análise e manipulação de dados, onde os programas devem ser desenvolvidos com a teoria dos jogos para um mundo cada vez mais digital. 

O professor Anthony Atkinson coloca que “progresso tecnológico não é inevitável”, pois “depende de escolhas pelos governos, consumidores e empresas”. Um ponto de concordância é que os mesmos atores decidem quais tecnologias pesquisar, comercializar e usar. Os governos podem usar seu poder de barganha e escolher as pesquisas e áreas econômicas a financiar, e inevitavelmente vão influenciar os novos empregos e a distribuição de renda. 

A lição é que os avanços na tecnologia podem ser afetados por decisões do governo, do ambiente de negócios e do consumo, ou seja, existem amplas oportunidades para criar empregos advindos de investimentos em educação, infraestrutura e pesquisas em áreas estratégicas. 

A tecnologia da informação e comunicação e os processos correlatos devem ser utilizados nas cidades inteligentes para melhoria das diversas áreas do município e não para desempregar as pessoas. As cidades necessitam cada vez mais de pessoas que pensem na sustentabilidade e autossuficiência dos serviços em prol dos cidadãos.

O senhor do mundo é o coração das pessoas, que possuem famílias, e desejam para a sociedade os melhores serviços para o dia a dia e não a tecnologia em si. O crescimento econômico é possível com organizações inovadoras aliando novas tecnologias e o desenvolvimento educacional da sociedade.

Aproveite o espaço e regenere seus conhecimentos! Esteja junto conosco pensando nesse novo mundo.

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade – LITS/CITS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

A crise do emprego e os avanços nas tecnologias

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