O mercado tem demandado profissionais cada vez mais especializados. Em meu último artigo citei a demanda por profissionais de desenvolvimento de software e aplicações inteligentes mas recebi alguns questionamentos a respeito da necessidade de alta qualificação desses profissionais e o atual momento do desemprego existente no Brasil – que em tese, ao menos uma parte foi gerado pelo avanço tecnológico.

A nova revolução industrial já está em andamento, basta verificar as mudanças nos processos com a impressão 3-D e nos processos de aprendizagem robotizados, como o carro sem motorista do Google, os robôs da Amazon para busca de mercadorias em prateleiras, casas conectadas (smart homes) ao seu ecossistema, Smart Data Discovery, entre outras inovações.

De fato, a sustentabilidade dos negócios pode ser medida pela capacidade de inovação que as empresas possuem. No entanto, isso não significa necessariamente melhor condição de vida e nem mais empregos para os trabalhadores com formação menos especializada, fato que pode gerar um fosso social entre as gerações.

A riqueza criada pelas tecnologias é impactada por algumas variáveis como o acesso à educação e o crescimento econômico. Segundo o escrito por David Rotman (2015), “a visão predominante entre os economistas é que muitas pessoas simplesmente não têm a formação e educação necessária para o aumento do número de empregos bem remunerados que requerem habilidades tecnológicas sofisticadas. ”.

Vivemos mais um paradoxo, pois quem possui o capital vai se beneficiar da maior especialização, e na área industrial, os robôs tendem a substituir mais postos de trabalho. Um caminho que acredito ser irremediável é que a demanda por mão de obra qualificada só vai crescer e os empreendedores precisarão mais uma vez ajustar a base da criação dos seus negócios.

A maioria dos novos trabalhadores precisarão conhecer de temas ligados as áreas de gestão, engenharia e tecnologia com o objetivo de transformar o ambiente de negócios em algo mais adaptável. A computação cognitiva, termo muito utilizado pela IBM, ganha força nesse cenário de mudanças, mas novas tecnologias também estão surgindo. O Gartner (2016) através do Hype Cycle for Emerging Technologies listou algumas dessas tendências como a Internet das Coisas (IoT) e as máquinas inteligentes perceptivas.

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Centro de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade – CTIS UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

A tecnologia é a responsável pelo desemprego?

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