O acesso ao capital por parte das empresas é um desafio, principalmente para as pequenas e médias (PMEs) que necessitam de instrumentos de capitalização para gerar ocupações em seus postos de trabalho. Apesar desse mercado ter evoluído e as empresas possuírem mais opções do que na década de 80, uma visão multisetorial para o fomento é fundamental para que os países possam se desenvolver mais.

Com o advento de novos mecanismos como o crowdfunding (financiamento coletivo), a figura do investidor-anjo, o acesso a crédito subsidiado, os editais de fomento, os fundos de capital semente (startups e projetos iniciantes), fundos de venture(empresas já estabelecidas) e o private equity (empresas consolidadas) as empresas e organizações passaram a poder se dedicar em obter linhas específicas de investimentos de acordo com o porte da organização.

No Brasil o capital semente é um dos que mais necessita de desenvolvimento, pois implanta uma nova cultura no mercado privado para os projetos inovadores que estão em estágio inicial de desenvolvimento ou não estão totalmente validados. Em tempos de aplicação tecnológica massiva, a incubação de empresas em setores tradicionais ainda é um desafio.

As incubações deveriam focar nessas novas empresas como fazem os polos tecnológicos que fomentam a ultra tecnologia. O governo precisa passar por um novo momento de desburocratização com menor regulação de alguns setores, permitindo a livre negociação.

Um dos desafios brasileiros é a questão do acesso a tecnologia pelos microempresários e a qualidade da banda larga que os mesmos possuem para se conectarem ao mundo digital, a infraestrutura de internet precisa ser melhorada. O Brasil deve investir mais em inovação disruptiva, pois muito pouco do que se produz no país vira tendência no mundo. Seja pela qualidade do produto, design, preços de produção, etc.

A indústria da tecnologia da informação e comunicação (TIC) mudou paradigmas com os ambientes de colaboração, compartilhamento, conexões e trocas de informações que devem ser projetadas para gerações futuras estarem a frente das necessidades dos clientes. Um papel que emerge é do empresário cidadão.

As empresas do mercado precisam se reunir cada vez mais e se mobilizarem em prol de um futuro mais empreendedor, as empresas precisam incentivar não só o desenvolvimento dos seus colaboradores, mas também que os mesmos utilizem uma parte do seu tempo para fazer bem a outras pessoas com programas corporativos de cunho socioambiental. A máxima de fazer o bem sem ver a quem.

Considero adequada uma das definições do SEBRAE quanto ao fomento de novos negócios: “empreender é a arte e o desafio de fazer o que você gosta sem nada, a partir das ideias e buscar colaboradores. ”.

O desafio somente começa quando a pessoa decide empreender, pois tem que buscar fontes de financiamento para seus projetos, realizar o empreendimento, e posteriormente monetizar o produto com a definição dos canais de venda e a venda com foco no cliente.

Será que existe um melhor modelo de negócio? A literatura aponta diversas técnicas para o empreendedor desenhar seu modelo de maneira mais escalável e sustentável, pois o ato será de transformar uma ideia, um produto ou serviço em dinheiro. O empreendedor deve utilizar modelos que permitam testar as ideias antes de investir muito no projeto na tentativa de fazer acontecer.

Em resumo, as pessoas inovadoras utilizam um planejamento rápido, testes de produtos e testes nos ambientes de negócios. Como sugestão existem leituras fundamentais sobre Lean StartupDesign ThinkingCanvas, Plano de negócios, Plano de marketing, entre outras opções. O ideal é ler alguns resumos e verificar qual método é o mais adequado a sua necessidade.

Aproveite o espaço e regenere seus conhecimentos! Esteja junto conosco pensando nesse novo mundo.

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade – LITS/CITS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

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