As cidades são compostas pelo seu ambiente, a infraestrutura necessária, seus cidadãos e suas interações. Nos tempos mais recentes elas podem ser consideradas o “sistema dos sistemas” e como tal necessitam ser mais inteligentes e inclusivas. A cidade possui subsistemas que atuam juntos e devem estar conectados como um sistema vivo, integrados por uma visão holística.

Segundo o City Protocol Task Force (CPTF), a evolução será através da Tecnologia da Informação e Comunicação. A troca de informações por meios digitais permitirá alta interatividade e melhoria da eficiência das cidades. Deveremos sair dos bunkers de informações e integrar de maneira robusta as cidades a um ecossistema de soluções inovadoras.

Será possível buscar uma visão comum para os problemas e para as soluções das cidades, independente do seu tamanho ou tipo?

Na visão de alguns autores, a resposta é sim! Mas devemos lembrar que nenhuma cidade pode copiar o caminho exatamente igual a de outra cidade, pois cada qual possui seus próprios pontos fortes e fracos.

A sustentabilidade necessita ser a base para que as cidades possam se tornar mais autossuficientes e habitáveis, com menos problemas econômicos, sociais ou ambientais. A colaboração é o diferencial estratégico para o desenvolvimento de novas ideias que tragam impactos sociais positivos.

A primeira norma que busca tratar dessas questões é a ISO 37120:2014 (sustainable development of communities — indicators for city services and quality of life) que permite a qualquer cidade, município ou governo, medir seu desempenho e o comparar com o de outras cidades. A mesma deve ser aplicada em conjunto com a ISO 37101:2016 (sustainable development in communities – management systems) para as Smart Cities.

Há um trabalho muito interessante desenvolvido em outros países chamado City Protocol que busca criar uma linguagem comum para os indicadores e que gera produtos entregáveis para as cidades. O Amsterdam Smart City (ASC) é um exemplo de Living Lab criado de baixo para cima, em uma parceria única das empresas, governos, instituições de conhecimento e as pessoas da comunidade para verificar e propor o cumprimento dos objetivos das cidades mais inteligentes e inclusivas.

Os principais objetivos ao se adotar metodologias é obter indicadores que podem e devem ajudar as cidades na avaliação do seu desempenho, medir seu real progresso e realizar a medição comparativa com outras cidades. A visão antes fragmentada e restrita a alguns tomadores de decisão passa a ficar aberta e pode ser integrada holisticamente com os elementos que são partes vivas do ecossistema.

E o seu bairro, a sua cidade e o seu governo, os mesmos estão preparados para os tempos vindouros? Pense!

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Centro de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade – CTIS UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

As smart cities e o papel da sustentabilidade nas próximas décadas

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