As tecnologias financeiras produzidas por empresas que não são bancos, também são conhecidas fora do Brasil como: financials technologiesfinancial services productsou somente fintech. As mesmas são frutos de uma nova era que experimenta serviços inovadores, como os proporcionados pelas startups, que levam em consideração as experiências obtidas pelos consumidores ao se relacionarem ou usarem um serviço financeiro.

E as startups, como são feitas? Lembra da garagem do vovô que experimentava novas formas de ajustar as tecnologias existentes? Pois é, basicamente era um processo de ideação, construção, validação e realização – através de algum método. Segundo Maisonnave (2016) temos algo parecido como fazer, tentar, errar e fazer de novo.  A motivação sempre foi fazer dar certo.

Atualmente, com um custo de computação mais acessível e barato, várias barreiras que existiam na época analógica e no início da era da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) foram quebradas. A penetração do acesso com o uso dos aparelhos móveis (mobile) gerou pessoas conectadas.

Os serviços foram se reinventando, inclusive nos produtos utilizados. Experiências mobile positivas como as proporcionadas pelos serviços como iFoodUberNuBankPay PalSpotify vieram para ficar e revolucionar o mercado.

As novas industrias 4.0 são aquelas baseadas em tecnologias, pessoas conectadas e qualidade das experiências. A geração Milleniuns ou geração Y (jovens entre 18 e 35 anos) deseja serviços de qualidade e com bom atendimento, principalmente via redes sociais. Os novos produtos precisam levar isso em consideração, inclusive os financeiros, de crédito, de seguros, dos meios de pagamento, de cambio, entre outros realizados de maneira digital.

Skype foi um exemplo revolucionador para a área de comunicação, o Uber tem transformado o mercado de mobilidade urbana – os carros se tornam parte de um modelo de serviço, não mais um bem. Ontem fiquei surpreso ao saber que nos Estados Unidos, o Facebook já permite transferências de dinheiro para amigos via rede social.

As redes tradicionais terão que se adaptar aos novos serviços que emergem. A distribuição logística já existente nas grandes empresas é um diferencial que pode ser combinado com modelos disruptivos, inovadores. Alguns bancos já estão se utilizando desse novo modelo. Bons exemplos é o Bradesco com o inovaBRA e o Itaú com o maxiPago!

Enquanto os bancos e as grandes corporações têm que conduzir os negócios existentes e buscar inovar, as fintechs (e startups) são locais de pura criação e experimentação. Segundo um estudo de 2015 da consultoria EY, antiga Ernst & Young, só no ano de 2014 foram investidos mais de $12 bilhões de dólares de capital privado em Fintechs.

Segundo Maisonnave (2016), os novos empreendimentos normalmente saem das “dores” dos fundadores para poderem fazer diferente, ou seja, objetivam resolver algo real que lhe incomodam. A velocidade é muito grande nas fintechs e nas startups, as mesmas conseguem criar produtos nas tecnologias mais novas e de maneira muito mais rápida.

No Brasil, o mercado das Fintechs é um mercado regulado pela Comissão de Valores Mobiliários (CVM), logo, há de se trabalhar dentro da regulação permitida. Nos Estados Unidos, a Security and Exchange Commission (SEC) regula o mercado. O órgão regulador em qualquer lugar do mundo tem regras muito duras. Cuidado.

Mais um exemplo que podemos vislumbrar para o futuro é o blockchain que poderá se desenvolver muito porque permite o rastreamento, a automatização de processos entre as instituições (sem intermediários), a execução de ordens e operações pré-validadas e a liquidação imediata. Podemos pensar em várias utilizações para o mesmo como nas contas correntes, nas transferências internacionais de valores, nos processos eleitorais e nas ações de transparência dos governos.

Hoje os bancos colocam dinheiro na conta ou subtraem de maneira automática, com um comando central e quando isso ocorre, temos que acionar o banco para recuperar o que é devido. A vantagem do modelo proposto é a verificação, checagem e atualização dos dados por várias partes. Um desafio é para os advogados que terão que se adaptar para trabalharem com contratos inteligentes (smart contracts).

No mercado há muito espaço para produzir serviços financeiros sem ser banco, as empresas de tecnologia são propulsoras em inovação e sabem proporcionar “good experiences”. A indústria 4.0 já é uma realidade, logo veremos seguros sendo acionados só quando os carros estão em uso, monitorados e controlados pela Internet das Coisas (IoT) e pagos por APPs de acordo com o período utilizado.

Muitas inovações estão a caminho! Esteja junto conosco pensando nesse novo mundo.

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Centro de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade – CTIS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

As startups e fintechs são partes de uma revolução?

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