O mercado da alta gestão corporativa é fascinante. As organizações possuem desafios e as pessoas são responsáveis por montar as estratégias e executá-las. Há algum tempo escutei a frase “quem não aprende com os erros não está preparado para ganhar”.

Um ponto muito interessante no mercado de gestão é que poucos admitem que erraram, e que erraram várias vezes. Não somente o aprendizado com os erros que nos torna mais maduros, mas executar as ações mitigadoras no momento certo, inclusive quando existem problemas de governança, se torna fundamental.

Os problemas momentâneos devem ser encarados como oportunidades futuras. Muitos profissionais cometem o erro de olharem pelo retrovisor apontando soluções para problemas que não estudaram ou vivenciaram, ou simplesmente tecendo críticas. Gerir é saber lidar com a instabilidade constante, com a troca de motores em pleno voo. Mas qual a diferença entre o gestor e o empreendedor?

O empreendedor lida com a instabilidade e possui autoconhecimento, além de coordenar pequenas equipes e muitos de seus consumidores, isso é o dia a dia. No momento de crise busca investir, usar novas tecnologias e verificar oportunidades.

O gestor tem um trabalho muito mais em equipe, onde o que vale é a sua capacidade de liderança, argumentação e formação comportamental, pois deve agir com iniciativa, análise crítica e questionar o status quo coletivo de maneira que cada um possa dar o melhor de si.

O maior desafio é coordenar as equipes e monitorar os resultados, pois quem executa e faz a gestão gerencial são as próprias equipes que se auto organizam, apesar da existência de um organograma formal. As redes de relacionamentos – internas ou externas – são muito mais poderosas do que se pode imaginar.

O profissional, seja gestor ou empreendedor deve acreditar no seu sonho, saber exatamente quais são os seus valores, o seu DNA. A formação de equipes comprometidas é realizada por quem acredita no projeto, na organização. As pessoas têm que desejar para sua vida a mesma coisa que desejam para a empresa. Não trabalhe com pessoas descomprometidas ou que não valorizem a organização.

Um erro muito comum que os gestores cometem é ignorar a rede de relacionamentos dos seus colaboradores, pois é ela que influenciará no dia a dia da organização. Com quem os mesmos falam? Com que frequência? De que maneira?

Essa semana estava em um bate-papo com um gestor que cunhou o termo Chief Networking Officer (CNO) no Brasil e falávamos das relações de ganha-ganha. Durante a conversa fiquei imaginando o poder daqueles que trabalham para o perde-ganha, e o quanto são perniciosos para as organizações. Afastem-se dos negativos e invejosos.

Parece loucura, invasão de privacidade, mas não vejo o mundo futuro sem um monitoramento real das ações de cada pessoa. Seja na rede digital ou nas ações do dia a dia. Com o advento dos aparelhos móveis não existe mais calendário que não contenha o dia a dia virtual. Tempo e espaço se confundem. Por isso, a importância de gerir bem os relacionamentos de sua empresa, desde o office-boy até o maior fornecedor de suas matérias-primas.

No passado não havia muita importância com este ponto, mas é fundamental rediscutir isso para o futuro. Com as ferramentas tecnológicas como o Big Data está muito fácil fazer a gestão intrusiva, que mistura tudo: postagens públicas, manifestos assinados, avaliações internas, reuniões de feedback tabuladas, identificação de aprendizagem preferida, entre tantas outras oportunidades de perfilização.

Atualmente, temos várias gerações conectadas e convivendo no dia a dia como os “baby boomers”, a “geração Y”, e os millennials”A sociedade se tornou aprendiz digital, e chegará a hora que as máquinas inteligentes farão esse trabalho muito facilmente. Mas o que isso tem a ver com os erros dos gestores e de alguns empreendedores?

Considerando que o sucesso das organizações e dos projetos dependem basicamente das pessoas, o people analytics vira uma ferramenta fundamental para os gestores identificarem pessoas com os perfis corretos para as posições adequadas, com os comportamentos esperados.

Em um tempo futuro, a seleção de postos de trabalho se dará por análise do sentimento sobre a pessoa, e vale frisar que isso não tem nada a ver com o sentimento físico em si, mas aquele que o profissional externaliza. O que ele sabe, como se comporta, com quem se relaciona, em que gosta de atuar, quais as suas preferencias, entre outras variáveis valorizáveis pelas organizações, sejam públicas ou privadas.

O modelo da maneira que conhecemos hoje não existirá em 20 anos. O desenvolvimento de novos líderes com a capacidade de serem resilientes dentro da diversidade e com o respeito as novas formas de ver o mundo é o que se destacará. Segundo um estudo da PwC (2016), apenas 31% das empresas estão se capacitando para o uso da análise de dados pessoais – people analytics – nas decisões estratégicas, sejam essas de contratação ou retenção.

Pensem! O índice de felicidade das pessoas impacta diretamente no sucesso e na lucratividade das organizações e dos projetos. Esse é um risco muito pouco explorado pelos gestores que se dizem estratégicos.

Aproveite o espaço e regenere seus conhecimentos! Esteja junto conosco pensando nesse novo mundo.

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Centro de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade – CTIS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

Como aprender com os erros cometidos pelos gestores nas organizações e nos projetos?

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