O Brasil não é os Estados Unidos, mas é um país de oportunidades, com um mercado econômico propício a ser explorado e desenvolvido. Os BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – ainda são vetores para o crescimento e com oportunidades de novos empreendimentos. Na crise, as commodities se tornam mais baratas.

Devemos pensar que grandes mercados ou oceanos de oportunidades não são descobertos com facilidade, as startups brasileiras podem criar diferenciais para atendimentos de qualidade e novas experiências dos consumidores. Estamos no momento de buscar parcerias e captar sócios como os americanos e europeus.

A poucos dias assisti um relato do David Velez com a sua experiência no Brasil, pois o mesmo tentou abrir uma conta corrente em um banco tradicional durante 6 meses. Diante do ocorrido, ele pensou em como cortar a burocracia e tornar o mercado mais amigável aos consumidores desses serviços. Vejam a potência que é o NuBank nos dias de hoje.

Muitos estrangeiros que vem ao Brasil passam por problemas parecidos. Mais uma oportunidade: como um estrangeiro recém-chegado de outro país pode comprar um apartamento de maneira rápida mesmo tendo dinheiro? A resposta é simples: hoje não pode, pois, a burocracia não permite.

As startups não precisam de muito dinheiro para começar, os altos investimentos são barreiras para empreendedores conseguirem investidores. Uma opção é o uso de mecanismos diferentes de financiamentos e obter apoios de parceiros aos projetos.

Há de se incentivar a cada empreendedor, pensar fora da caixa, criar um novo negócio requer comprometimento desde o primeiro dia e é fundamental para que possa dar certo. No Brasil, as pessoas são boas de execução, mas muito pouco comprometidas com a ideação e o planejamento.

A cultura brasileira permite que os paradigmas possam ser quebrados. A sabedoria tradicional vinda da cultura local deve ser base para as inovações. Um novo ecossistema de valores, culturas e ações deve emergir, principalmente nas pessoas mais novas, que estão recém saindo da faculdade, com vontade de fazer e experimentar.

Uma disciplina que deveria ser obrigatória nas escolas é o empreendedorismo para que a população esqueça da frase “você não pode” típica de um sentimento vira-lata. Conversar com os pares, se comportar de maneira proativa, questionar o “status quo” e sugerir mudanças são determinantes para que as melhores ideias ganhem espaço e sejam implementadas.

Uma dificuldade dos brasileiros é trazer as ideias para a mesa, sem hierarquia, participar das decisões tomadas com base em dados e projetar a execução dos projetos de maneira transparente. Investir em ideias e empreendedores locais.

O mercado brasileiro possui muitas oportunidades, ele é enorme. Uma dica é o investimento no inglês para permitir que as empresas possam ver como se trabalha fora do país. Já pensou em quanta coisa, o Brasil poderia construir e aplicar nos EUA ou Europa?

A inovação disruptiva ou de modelo de negócios não é prioridade dos grandes empresários, em 95% dos casos, os mesmos estão preocupados com o dia a dia de suas empresas. O crescimento das startups é viável, pois enquanto nas grandes corporações sobra uns 5% de tempo para novos projetos viáveis, as startups possuem 95% de disponibilidade para que possam evoluir.

Um desafio é como usar multiplicadores de ideias e espaços de coworking. A visão de muitos pesquisadores é que os clusters de empreendedores são uma oportunidade de negócios, assim como os laboratórios das universidades e suas empresas incubadas, o desafio é juntar as ideias em projetos e desenvolver de maneira sustentável.

O compartilhamento coletivo de aprendizados proporciona oportunidades e o encurtar dos caminhos. O empreendedor tem que dedicar mais de seu tempo aos negócios. Segundo Mate Pencz (2016) o mercado brasileiro deve desenvolver tecnologias em parcerias e criar um ecossistema de inovação. O desenvolvimento tem que ser coletivo, como exemplo, o mesmo cita a geração dos fundos de investimentos de empreendedores para os novos empreendedores.

Por fim, devemos mudar a cultura do Brasil de não investir na crise, as pessoas têm um mar de oportunidades quando o valor do mercado está menor. É justamente o inverso. Empreender é ter resistência e aprender a viver nas adversidades.

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Centro de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade – CTIS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

Como empreender com sucesso?

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