O mercado mundial está vivendo um momento de erupção com novas empresas disruptivas que colaboram para uma nova economia conhecida como a economia colaborativa, a mesma se baseia na ideia de uma economia compartilhada.

Alguns modelos de negócios tiveram sua cadeia de valor completamente modificados, organizações tiveram a ideia de reformular a aplicação dos conceitos tradicionais de: preço, praça, produto e promoção. A nova economia se baseia em ferramentas massivas, mas personalizadas.

Um desafio para atrair os melhores profissionais para atuar em conjunto com as organizações é a adoção de um modelo de colaboração mais amplo, onde a regra seja colaborativa. Compartilhamentos podem ser utilizados com maior maturidade e evoluem ao longo do tempo.

No passado o processo de seleção de serviços e de consumo era baseado em uma relação unidirecional, onde o vendedor informava o que tinha de melhor e o consumidor buscava adquirir em suas condições. No entanto, o processo requeria uma confiança demasiada em um prestador de serviços. A lógica mudou, as pessoas trocam experiências e conversam entre si.

A sociedade saiu da escassez de informações para a abundância dos mesmos e das possibilidades de serviços. A escalabilidade, o ganho com os novos serviços criou uma nova regra para o jogo. Eis que surge uma questão: em tempos de consumidores e empresas baseadas em plataformas on-line, como aproveitar o novo mercado?

Um primeiro exemplo foram as empresas de internet nos anos 2000. Posteriormente, as empresas baseadas em plataformas de compras e vendas, depois as startups com modelos totalmente novos e recentemente as fintechs para o mercado financeiro.

Nos dias atuais, vêm as lawtechs para os serviços jurídicos, os novos sistemas de recrutamento de pessoas, e, o financiamento e geração de novas empresas. Em pouco tempo as universidades estarão sem professores da forma como conhecemos hoje, os mesmos necessitarão ser fomentadores de conhecimentos aplicados e incentivadores de inovações.

As grandes corporações ainda estão reagindo, mas é inviável brigar com os novos mercados como os de experiências, mobilidade, pagamentos, recrutamento, compra e venda, entre tantos outros que surgem. Uma abordagem tecnológica aliada a experiência em gamificação acaba sendo o diferencial das novas soluções. Quanto melhor a experiência do consumidor nos novos produtos e serviços, melhor a confiança nas empresas provedoras de soluções.

Cada vez mais, as pessoas estão procurando adequações ao seu estilo de vida, seja para se divertir, trabalhar ou produzir. Somos todos clientes nesse mundo novo, as competências e habilidades das empresas disruptivas nunca foram tão importantes. Os colaboradores das organizações devem ser pessoas cada vez mais proativas e participativas, poderíamos dizer hands-on, principalmente para o uso das novas tecnologias.

Novas empresas surgem com novos valores, pessoas com vontade de experimentar, testar e fazer, que não desistam fácil e testem soluções diferentes e inovadoras. Inovar e crescer em um momento de crise do modelo tradicional, tem um proposito claro: atender as novas necessidades e gerar lucros. Veja como andam as competências da sua organização para o momento que emerge!

Por fim, considerando que os gestores são os principais responsáveis pela implementação das estratégias nas organizações, como os mesmos podem fomentar os novos tipos de sistemas existentes?

Na visão de Rachel Botsman (2016), a economia compartilhada adota novos princípios como os sistemas de: reduza, reuse, recicle, repare e redistribua, fomento dos novos de estilos de vida (lifestyles) colaborativos que se baseiam no compartilhamento dos recursos (dinheiro, habilidades, tempo), e, a consciência que o consumidor paga pelo benefício do produto e não pelo produto em si.

Os gestores para inovarem na economia compartilhada devem patrocinar suas equipes para que possam desfrutar dos incentivos, fomentos e da quebra de paradigmas na realização de suas atividades. Mais do que nunca, as organizações devem repensar o papel dos colaboradores, mas sobretudo dos gestores.

Apesar do lucro ser fundamental nas empresas, não há mais espaço para os gestores egoístas, inseguros, que não realizam mas invejam, não incentivam seus colaboradores, e principalmente, queiram o conhecimento somente para si matando os espaços de inovações necessários para o desenvolvimento das soluções disruptivas ou simplesmente das inovadoras.

Já diria Clayton Christensen (2001) que “as verdadeiras capacidades de suas organizações também definem suas incapacidades”, e isso leva a uma última reflexão, pois “assegurar que pessoas capazes estejam inseridas em organizações capazes é a principal responsabilidade administrativa em uma era como a nossa”.

Aproveite o espaço e regenere seus conhecimentos! Esteja junto conosco pensando nesse novo mundo.

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade – CITS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

Como os gestores podem inovar na economia compartilhada?

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