A visão que as pessoas estão ultraconectadas pode ser vantajosa para a utilização de uma integração dos agentes envolvidos com as empresas e sua cadeia de valor. Em diversas ocasiões, as empresas possuem a necessidade de compartilharem seus projetos, sejam técnicos ou de negócios para obterem junto ao mercado a capacidade para entender e atender a demanda da indústria.

A comunicação global serve para auxiliar a quebra de paradigmas e a geração de novos modelos de negócios com base na Internet. Lembro o ano de 2011, onde a China através da sua companhia de internet havia criado uma rede de sites para quarenta cidades industriais, em um ambiente que alguns autores como Oliveira, et al. (2011); Rayport e Sviokla (1995) classificavam como Marketspace.

Os arranjos produtivos locais também conhecidos como APLs, contribuíram para integrar a cadeia de fornecedores e prestadores de serviços em algumas regiões, inclusive no Brasil. O Parque Tecnológico de São José dos Campos é um bom exemplo de uma evolução de um APL.

A cidade conseguiu criar um novo modelo de criação de valor para o Estado de São Paulo, com desenvolvimento de novas tecnologias e negócios inovadores. Assim como SJC, a cidade de Niterói, no Rio de Janeiro, tem um plano para se tornar uma cidade mais propícia aos negócios, de maneira digital e inclusiva.

Nos dias atuais, temos que pensar não mais em uma cadeia de valor, mas na criação de uma nova rede de valor. As atividades das empresas digitais e do novo mercado que surge não são sequenciais e pré-programadas como no passado. Considerando esse cenário, quais são os desafios técnicos para explorar e transformar as organizações e governos nesse novo mundo?

A cadeia do pré-sal é um exemplo de indústria que sucumbiu com a crise econômica por diversos fatores alheios a este artigo, mas se torna claro que há uma necessidade premente de mais pesquisas, inclusive na academia, para aproveitar o momento da cultura colaborativa que se expande. A maior parte das pessoas estão conectadas nesse novo ecossistema.

Alguns pensadores da Tecnologia da Informação e Comunicação (TIC) que participaram de um congresso mundial recente indicam que surgirão novas possibilidades de trabalhos que deverão considerar os valores e experiências dos consumidores. Tenho uma tendência a concordar com esses argumentos após o sucesso de empresas como Uber, GetNinjas, Booking, entre tantas outras que tem explorado esse mercado.

O gestor será cada vez mais um monitor de sentimentos e um agente de fomento a inovação, orientado pelos conhecimentos e as informações, que se tornam uma fonte de valor. Novos tipos de estudos econômicos aplicados surgirão como necessidade evolucionista para utilização pelos gestores.

E você, como anda se preparando para esse novo mercado cheio de dicotomias e em eterna mutação?

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Centro de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade – CTIS UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

O papel dos gestores para a cadeia de valor e a nova rede que emerge

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