A internet trouxe uma comunicação global a todos os povos, a forte evolução tecnológica da última década causou aumento da competitividade, quebra de paradigmas e o surgimento de novos modelos de negócios.

Recordo, que a aproximadamente dez anos atrás eu escrevi uma reflexão falando das profundas transformações nas corporações com o ambiente tecnológico em constante mutação. Naquela época, minhas ideias estavam influenciadas pelos autores Peter Drucker e Peter Senge, mas hoje, visualizo que nem eles imaginavam o mundo que iria advir! Quem era Mark Zuckerberg, hoje conhecido fundador do Facebook ou Travis Kalanick, o empreendedor do serviço Uber?

A tecnologia da informação e comunicação (TIC), antes vista como uma parceira estratégica virou commodity para as organizações que se reinventam, em um mundo digital e ultraconectado. O novo mundo” foi construído com uma cultura colaborativa, onde as pessoas estão conectadas a esse ecossistema.

Mas para que toda essa explicação se o foco era falar do papel dos gestores?

A resposta é simples, porque o gestor que antes era considerado agente de transformação passou a ser um agente de inovação. A preocupação nos dias atuais é com a conexão dos conhecimentos e a própria capacidade de articulação em prol da execução das estratégias e dos projetos.

E os processos, metas, indicadores, a gestão de pessoas, entre tantas outras ferramentas? Elas continuarão sendo importantes, mas com um papel secundário para os gestores. Nas organizações atuais existem muitos técnicos de excelente qualidade para suportar a execução das atividades diárias, no entanto, ainda existem poucos com uma visão tática capaz de montar equipes de excelência para entregar os resultados requeridos pela alta direção e pelos principais acionistas, os clientes.

Somos todos clientes e queremos participar para que nossos interesses sejam atendidos por soluções adequadas para problemas cotidianos. A era da competitividade ficou para trás, o importante é a colaboração benéfica entre a sociedade, as empresas e governos. O gestor passou a ter mais um papel estratégico: entender corretamente a expectativa dos clientes.

As novas tecnologias permitem uma interatividade constante dos consumidores com suas marcas e serviços, a cultura de cada sociedade tem que ser absorvida pelas equipes de desenvolvimento para entregarem os produtos desejados. Nem sempre é fácil! Entre o que se fala, o que se escreve e o que se pensa, sempre há um gap, seja ele pequeno ou grande.

O desafio dos gestores é ajustar os sentimentos gerados com as demandas, definir boas estratégias de atuação, alocar as equipes necessárias e mais do que nunca, entregar produtos ou serviços que sejam inovadores aos seus clientes. Lembrando que o conceito de inovação é fazer algo diferente, com valor agregado e que atenda as expectativas.

Boa sorte e vamos em frente. Afinal, somos participantes ativos das transformações e gestores em eterna mutação!

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Pesquisador do Centro de Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade – CTIS UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

O papel dos gestores sob a influência das novas tecnologias

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