A vida leva todas as pessoas a uma reflexão constante a respeito das atitudes e comportamentos. Os gestores possuem um papel relevante para as organizações, pois são aprendizes eternos da administração das atividades e liderança das pessoas.

Em muitos momentos, os gestores se deparam com decisões a serem tomadas em um curto espaço de tempo e sem as condições ideais para análise da situação. O fator humano não pode ser medido por números frios ou ações a posteriori, as simulações não levam em conta o estado emocional e nem a perspectiva do tomador de decisões.

A busca de soluções olhando pelo retrovisor é um erro crasso dos auditores e investigadores de ações, sem que os mesmos tenham vivido aquela experiência. Uma máxima que gosto é que “julgar é fácil quando se olha pelo retrovisor”.

Muitos que se dizem paladinos da verdade sequer consideram as condições do momento para as tomadas de decisão, pois o julgamento com base nos resultados posteriores e nas crenças pessoais, não permitem retroceder no tempo. O pré-conceito já está formado, pois um juízo preconcebido de acordo com nossos conceitos foi realizado.

Uma questão é que os conceitos sofrem transformações. As relações pessoais sofrem com as imagens preliminares que são formadas e influenciam a metamorfose que se pode ter com uma determinada pessoa. Em grande parte dos casos, a primeira imagem não condiz com a realidade da pessoa avaliada, ou seja, existem impedimentos ou dificuldades para se enxergar a realidade.

Qual o papel dos gestores diante dessas questões? Os gestores ou simplesmente líderes, devem identificar adequadamente as pessoas que compõem as equipes com diagnósticos que retratem os verdadeiros padrões e atitudes dos seus liderados que possuem necessidades e perspectivas próprias.

Uma ferramenta que pode nos ajudar com essa questão é o modelo de hierarquia das necessidades humanas desenhado por Maslow (1943), mas Drucker (2000) criticou esse modelo, trazendo a luz uma tese que o desejo muda quando é satisfeito. Isso pode ser particularmente importante para demonstrar o quanto as opiniões contrárias devem ser consideradas.

Uma lição que Hunter (2009) traz é que não devemos nos rodear de pessoas que dizem amém a tudo ou que sejam iguais a nós mesmos, pois o objetivo é sempre a busca do equilíbrio entre as decisões. O pragmatismo burocrático deve ser combinado com decisões mais abertas, pois essas permitem a influência do “mundo” sobre as decisões.

Os grandes líderes do tempo moderno tiveram que suportar dor e sofrimento para que pudessem exercer sua liderança de maneira pacifica e influente, com autoridade em vez de poder. A questão abordada traz mais uma reflexão, pois o papel do gestor requer esforços e sacrifícios.

Há pouco tempo um filme americano mostrava que “ninguém deve ficar para trás”, pois se o gestor se arrisca pelo liderado, o mesmo se arrisca pelo líder. O inferno está cheio de boas intenções, mas o que conta no dia a dia são as ações. Um time não se faz com um único jogador, a diversidade e os pensamentos individuais são necessários para os aprendizados diários.

O ego dos líderes pode atrapalhar muito seu aprendizado, pois não há como gostar de todos ou fazermos de conta que pessoas ruins não são ruins, mas nossas atitudes frente a elas é que permitem que as mesmas possam cometer seus erros e sejam ajudadas a reparar os mesmos, sem medo.

Ser um discípulo é ter a disciplina para ajudar a mudar comportamentos e não os punir indiscriminadamente, tal ação não resolve. O intento punitivo é mais para esconder nossas deficiências do que para treinar pessoas. A maior parte das pessoas só quer ser ouvida, sem necessariamente esperar que o líder dê uma solução.

Os gestores precisam aprender o papel da liderança, serem honestos com todos os intervenientes, assim como apontar os fatos com especificidades. As máscaras corporativas devem cair por terra, pois todas as pessoas possuem problemas de comportamento em um ou mais momentos.

Quando um líder julga sem um parâmetro adequado, ele dá o direito de ser julgado da mesma forma. E sinceramente, ninguém gosta de lidar com pessoas sem palavra ou com maus pré-julgamentos. O rancor é reciproco e torna as pessoas cada vez mais amargas, além de consumir suas energias.

Um outro ponto é que um líder deve aprender a não ser manipulável, pois as pessoas se aproveitam da influência que exercem junto ao mesmo para benefício pessoal. Algumas pessoas com sabedoria popular diriam que Deus nos deu duas orelhas e uma só boca para podermos escutar mais do que falarmos, o líder tem a obrigação de se atentar a isso.

A práxis demonstra que comportamentos positivos geram sentimentos positivos, mas as pessoas muitas vezes se aproveitam de forma inescrupulosa dessa questão. O importante é tentar criar ambientes saudáveis onde o crescimento se dê e os maus comportamentos não prosperem.

As prisões são exemplos de ambientes lotados de pessoas que cresceram em locais doentios. No Brasil por exemplo, a cadeia não ressocializa e nem oportuniza melhoras, só cumpre um papel punitivo. Qual a sociedade que desejamos para nossos filhos? A que permite uma autocura auxiliada ou a que pune publicamente para fazer espetáculos midiáticos?

A questão acima é fundamental para a evolução dos gestores que desejam se tornar líderes, pois os mesmos devem aprendem que o respeito ao próximo, o amor e as oportunidades geradas são fundamentais para a ressocialização dos seres humanos que compõem as organizações. O tempo todo um líder cria normas de comportamento, mas cada ser só aprende quando pode.

Primeiramente, os líderes precisam mudar a si próprios para que depois possam mudar os outros. Os mesmos são os responsáveis por fazerem o crescimento florescer!

 

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Fundador da RODA Consultoria e Treinamento. Pesquisador do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade – LITS/CITS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

O aprendizado dos gestores

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