A influência da liderança

Os líderes possuem papel fundamental para as organizações. As inovações raramente ocorrem em um processo individualista, mesmo para as pessoas que possuem dificuldades de se relacionar. A cultura da independência é falsa porque as pessoas precisam refletir cotidianamente sobre seu papel de aprendizes.

O sucesso das pessoas inovadoras está no papel que seus líderes desempenharam junto a elas ao longo do tempo. Umas pessoas amadurecem mais rápido e outras demoram mais, mas todas possuem a capacidade de amadurecer mesmo aquelas que ninguém acredita.

Talvez aqui esteja o primeiro ponto de inflexão. Por que motivos temos líderes que não acreditam em seus liderados? A resposta é aparentemente simples: essas pessoas não são líderes. O comprometimento com as pessoas é que faz os grandes líderes a acreditarem nelas. Não existe liderança sem amor e dedicação.

O compromisso faz os líderes fieis ao tempo de desenvolvimento de cada fruto, lembrem-se que cada pessoa possui seu tempo e formas de agilizar o próprio crescimento. Mas por qual motivo é mais fácil desenvolver equipes novas e com pessoas iniciantes?

A razão parece óbvia aos mais experientes, afinal os mais novos não possuem uma conta relacional com a organização sendo mais fáceis de serem modelados aos ambientes em constante mudança. O motivo apontado é uma das causas de demissão dos mais antigos de casa, pois as equipes devem ter entusiastas dos novos produtos e serviços.

Normalmente os problemas de gestão estão no topo das pirâmides corporativas, pois cada líder tem suas próprias dificuldades com as escolhas que fazem. As boas intenções raramente são suficientes para embasar as decisões. Pessoas com problemas de caráter podem ser encontradas em qualquer ambiente, no fundo, todos os líderes e liderados possuem algum problema dessa natureza.

Os genes e o psiquismo influenciam as opções, mas não devem ser determinantes para as decisões. A experiência permite a aquisição e o desenvolvimento de habilidades, o sofrimento é uma das formas mais enriquecedoras do desenvolvimento pessoal.

Mas qual o papel do líder nas organizações? Fomentar escolhas de boa qualidade que aliem responsabilidade e a importância das opções para si e para os demais. Não decidir também é uma decisão, assim como não escolher também é uma decisão.

O mais importante é que as escolhas estejam aliadas aos propósitos comuns, de bem-estar social. Lembro um exemplo de Hunter (2009) que apontava Michael Jordan como sendo um bom líder porque ele já havia aprendido e incorporado as habilidades necessárias para tal, ou seja, a forma como Jordan se portava era porque já havia incorporado os comportamentos aos seus hábitos.

A gestão moderna enfatiza muito a questão ética e podemos refletir que desde os tempos de Jesus e seus apóstolos, os pensamentos levam às ações, as ações tornam-se hábitos que constroem nosso caráter, ou a falta dele. A espiritualidade demonstra o quão importante é o aprendizado contínuo na vida das pessoas.

Alguns liderados viraram líderes, como exemplo podemos abordar São Paulo, Santo Agostinho, São Francisco de Assis e São Tiago de Compostela, só para começarmos a exemplificação. Os mesmos basearam suas vidas em disciplinamento, escolhas e sacrifícios. Até os dias atuais os mesmos influenciam vidas e dão propósitos as pessoas, independentemente das religiões.

Não houve um líder maior que Jesus Cristo, após 2000 anos de tempo passado, metade da população mundial ainda segue o mesmo. Uma pergunta constante na cabeça de muitos líderes é qual a sua missão nesta terra.

Ao aderir a um líder, um seguidor estará aderindo as suas práticas e correndo os riscos inerentes a sua responsabilidade. Contribuir positivamente para a vida dos próximos é poder permitir as pessoas se autodesenvolverem de forma a deixar uma marca única na sua caminhada.

Se esse autor pudesse adotar um lema para a liderança, talvez fosse: deve-se amar para ser amado, pois é dando que se recebe. É perdoando que se é perdoado e é morrendo que se vive para a vida eterna. Devemos ser luz na vida dos liderados. Caso o contrário ocorra, todos tem o direito a decepção, mas não ao ressentimento.

Uma vez escutei de uma pessoa que ninguém pode ser feliz se amargurando, tomando fel. É incompatível com o papel que um líder deve desempenhar junto a sociedade. A alegria deve ser parte de cada um de nós, pois a mesma vem sempre de dentro para fora e podemos irradiar a mesma entre os nossos liderados, independentemente das dificuldades.

A maior correção que um gestor pode ter é se libertar de seus próprios pecados. Permitir o afastamento do egocentrismo. Não é fácil, mas é possível. A quebra dos nossos paradigmas nos retira o chão mas permite que possamos voar e buscar a felicidade. Cada um tem seu próprio caminho.

Toda nova jornada começa com uma escolha, uma opção. Por mais que o mundo decepcione as pessoas, as mesmas sempre têm a possibilidade de recomeçar. E você, por qual o motivo ainda está aí parado? Não invente desculpas para si mesmo. Levante e sirva-se do banquete da vida, afinal a passagem por aqui é muito curta e voa como um sopro! Não perca seu tempo.

 

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Fundador da RODA Consultoria e Treinamento. Pesquisador do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade – LITS/CITS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

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