A insustentabilidade da gestão medíocre

Nos dias atuais muitas pessoas estão passando por momentos de dificuldades no mercado, algumas pela situação econômica, outras por mediocridade própria ou pela gestão de algumas organizações, que estão cada vez mais retirando do sistema aqueles que não se adaptam as suas ideias.

Será que isso é positivo para as empresas? Os líderes devem trabalhar dentro da diversidade de opiniões e comportamentos. Uma organização é parte de um sistema vivo onde a mesma está inserida, em resumo, um meio social, econômico e político que faz parte de um meio-ambiente maior e integrado.

As políticas empresariais devem abrir espaço para as opiniões divergentes, onde o planejamento deve conter alinhamento com os princípios realmente desejados para as organizações. Um segundo passo é alinhar as ações a esse planejamento.

Métodos e técnicas para fazer o alinhamento descrito acima, tem aos montes. Mas será que isso realmente é um objetivo a ser perseguido? Cada vez tenho conversado com mais pessoas que se queixam dos processos de tomada de decisões e das ações que vem a reboque das definições emanadas.

Algo me surpreende nesse cenário. Os diretores não tomam decisões unilaterais e muito menos sem conversar com grande parte das organizações. Será que estamos vivendo um momento de covardia das pessoas frente aos seus gestores?

Fácil é auxiliar o corpo diretivo a tomar decisões em um sentido, e posteriormente indicar que as mesmas foram equivocadas. Existe um manto de mediocridade muito grande nas pessoas. A internalização das externalidades das organizações ocorre por debates e reuniões, onde todos possuem assentos e contribuem para as decisões, do técnico ao diretor.

Uma organização privada não é uma organização pública, pois tem objetivos diferentes. Enquanto o objetivo da empresa é dar lucro, no âmbito público é regular as relações de mercado. A gestão ambiental das organizações deve rememorar aos colaboradores das responsabilidades que eles têm frente as decisões, pois todos contribuem no processo decisório, em maior ou menor grau.

Cada ação deve ser sempre precedida de um planejamento de área, que posteriormente é submetido a um planejamento gerencial. Os feedbacks do planejamento estratégico são compostos pelas posições individuais de cada gerência. Em cada unidade da organização existem analistas e técnicos responsáveis que subsidiaram as decisões.

Antes de haver reclamações aos quatro cantos das decisões tomadas, sejam certas ou erradas, há de se observar os critérios de tomada de decisão e os participantes que subsidiaram as mesmas. O processo de monitoramento dos riscos e as auditorias internas e externas servem justamente para elencar e verificar esses pontos da governança corporativa.

O monitoramento externo da organização pelos stakeholders e stokeholders é fundamental para o acompanhamento das decisões coletivas de gestão de acordo com os princípios e políticas emanadas pela organização ou seus controladores.

A busca de um desenvolvimento sustentável para a organização deve considerar todos esses aspectos e premissas. Novas mentalidades precisam ser formadas e os valores dos colaboradores devem ser uma parte integrante da organização. O treinamento dos líderes e liderados serve justamente para valorizar o aspecto ora abordado.

Ser uma organização eficiente é propagar princípios que realmente são executados por todos. A confecção de novos produtos e serviços é impossível sem a participação de todos os envolvidos, sem o aval de todas as áreas técnicas. O ecossistema de uma empresa, envolve a colaboração e em prol do futuro.

Não existe líder verdadeiro que conquiste seus liderados sem confiança e amor. O compromisso faz as pessoas serem fieis aos princípios emanados pela organização. Lembro que há pouco tempo abordei em um de meus artigos, a questão da conta relacional.

Ela pesa e muito, pois as pessoas esquecem que qualquer organização é fruto dos seus relacionamentos internos e externos. Os problemas de gestão, em muitas ocasiões estão no topo das pirâmides corporativas, mas em todas as organizações encontramos pessoas com problemas de caráter, normalmente aquelas que posam como boazinhas e que almejam somente o poder. Os genes e o psiquismo influenciam as opções.

A gestão moderna enfatiza muito a questão ética, mas esquece que as pessoas têm problemas de formação pessoal, familiar e de caráter. As falsas ações levam a hábitos inescrupulosos. No entanto, uma lei nunca falha: é a lei do retorno. Só colhemos o que plantamos, nessa, ou em uma próxima geração.

 

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Fundador da RODA Consultoria e Treinamento. Pesquisador do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade – LITS/CITS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

A insustentabilidade da gestão medíocre

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