O papel da governança corporativa

Uma organização é constituída por um grupo de pessoas. A classificação como pequena, média ou grande só demonstra quantas pessoas estão envolvidas em um ambiente laboral. Nos setores existem decisões sendo tomadas a todo momento e com critérios definidos pelo coletivo dos participantes.

Sob o ponto de vista de gestão, temos diferentes níveis de hierarquia que devem ser respeitados e monitorados, os riscos são uma constante em qualquer organização, umas com maior ou menor apetite devido a sua política institucional e respectivo planejamento estratégico, normalmente definido de comum acordo com seus patrocinadores.

O processo acima, envolve os acionistas, conhecidos como patrocinadores ou stockholders, os conselhos deliberativo e fiscal, a diretoria executiva, o corpo de gestores de cada diretoria, os comitês técnicos internos, e as áreas organizacionais que são compostas estrategicamente por especialistas, sejam analistas ou técnicos.

Além desse complexo de funções, existe a participação do corpo funcional em comissões externas de órgãos regulamentadores do setor ou de sua área de atuação, bem como os pareceristas contratados pela gestão para efetuar as auditorias que identificam e monitoram os riscos de acordo com os temas-alvo, por exemplo: gestão, contábil, investimentos, passivos, entre outras.

Como ponto de partida a este artigo, podemos esclarecer que cada área tem uma competência genérica atribuída e respectivas responsabilidades compartilhadas com os processos e projetos da organização. Os processos decisórios são antecedidos da análise de seus requisitos e possuem um escopo, com ações derivadas, custos e prazos que devem ser seguidos e gerenciados.

Um estudioso que não conheça modelos de gestão das empresas pode ter uma tendência a simplificar por demasiado um fenômeno complexo e altamente fragmentado, com o objetivo de tomar ações que simplifiquem a complexidade de um ecossistema, podendo gerar consequências açodadas e inverídicas.

A adoção de um modelo de causa e efeito simplificado para um processo como o visto acima é um erro crasso, pois há um objetivo definido no início do estudo e os responsáveis tendem a manipular as variáveis para obterem as saídas desejadas. Nesse momento, devemos aprofundar um pouco mais alguns aspectos relacionados a governança.

A cada reunião de decisão de um determinado projeto, o processo envolve a confecção de estudos preliminares pelas áreas técnicas, validações desses estudos pelas equipes em suas unidades e conjuntamente com os gestores, o levantamento de evidências e a identificação de variáveis, a confecção de pareceres internos e externos que corroboram ou tenham divergência com os dados analisados, o processo de conformidade legal para os pontos elencados na análise, as discussões interáreas nos comitês e grupos técnicos apropriados, a apresentação geral dos dados técnicos a todos os participantes dos comitês envolvidos, a decisão propriamente dita e todo processo de acompanhamento pós-decisão, com auditorias e monitoramentos.

Observem que o processo acima ainda não está completo, pois para finalizar, deve haver diligências e disponibilidade de verbas para aporte nos projetos, tal fato, envolve diretamente as áreas contábeis, financeira e atuariais, caso existam.

O controle dos percentuais que podem ser aplicados em cada projeto, depende da projeção e aprovação das áreas responsáveis, assim como a identificação legal de impeditivos inerentes aos aportes, após todo esse processo, será efetivado o aporte de maneira parcial ou total e iniciará uma nova etapa de governança quanto ao planejamento, organização, decisão, investimentos, desembolsos, monitoramentos, controles e o desenvolvimento de novos projetos e processos.

A integração dos subsistemas de uma organização é fator primordial para a análise do processo de gestão corporativa. As políticas, os regimentos, os códigos de conduta, a conformidade legal e as ações derivadas das atribuições e responsabilidades são etapas lógicas e temporalmente distinguíveis.

A alta gestão dificilmente consegue monitorar todas as atividades que envolvem uma organização, por esse motivo, existe a subdivisão da empresa ou organização, em áreas, assessorias, gerências e departamentos. O enfoque da gestão é verificar quais áreas e macroprocessos precisam de ajustes e como está o funcionamento interáreas e os relacionamentos dos subsistemas.

A responsabilidade das decisões é apoiada na gestão corporativa solidária, cabendo aos entes prejudicados em determinado momento, um chamamento dos demais ao devido processo com o objetivo de reanalise dos fatos à época das decisões. Tal fato é importante de ser salientado para que as pessoas possam refletir frente as decisões coletivas de gestão que são tomadas no âmbito de uma organização, pois o foco deve ser a melhoria contínua de seus processos dentro de seu micro e macroambientes.

A retroalimentação sistêmica é fundamental para permitir a compreensão dos elos entre a sociedade, a organização e o meio ambiente onde a mesma está inserida. Um ponto que cabe destacar é a necessidade da responsabilização das pessoas quanto as falhas ocorridas na identificação das leis, instruções normativas, códigos e regulamentos pertinentes aos negócios da organização, pois os riscos são inerentes a todos os processos e devem ser gerenciados dentro de todas as áreas pelos seus responsáveis.

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Um abraço e até a próxima! André Luis Azevedo Guedes. Fundador da RODA Consultoria e Treinamento. Pesquisador do Laboratório de Inovação, Tecnologia e Sustentabilidade – LITS/CITS da UFF, Mestre em Sistemas de Gestão e Doutorando em Engenharia Civil com foco em Smart Cities e Inovação.

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